NOTÍCIAS

14.06.2018

Nove mil policiais deixarão as UPPs para voltar aos batalhões, afirma General

De acordo com o Subchefe do Gabinete de Intervenção Federal, o General Paulo Roberto Rodrigues Pimentel, nove mil Policiais Militares deixarão as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) para voltar aos batalhões. Segundo ele, “A urgência é a recomposição do efetivo, com o realinhamento da UPP”.

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07.06.2018

Rio ainda aguarda pelo dinheiro da Intervenção, e a população é quem sofre 


Com 109 dias de atuação, o Gabinete de Intervenção Federal (GIF) ainda não utilizou um centavo sequer do R$ 1,2 bilhão destinado pela União em março ao Rio para restruturação da Segurança Pública. Atualmente, cerca de 70 licitações da Polícia Militar, 115 da Polícia Civil, 50 do Corpo dos Bombeiros e 50 da Secretaria de Administração Penitenciária esperam pela liberação da verba.

A explicação para a demora é o formato das licitações e a necessidade da criação de cargos para a intervenção que deverão consumir em um ano R$ 11 milhões em salários. Somente com a recém-inaugurada Secretaria de Administração da Intervenção, que tem como função analisar as licitações solicitadas, foram criados 67 postos, sendo 38 comissionados em cargos de diretores e assessores. Os militares ainda recebem gratificação de 2% do soldo por dia de trabalho.

Quando a Intervenção Federal no Rio foi decretada, em fevereiro, centenas de licitações consideradas urgentes pelas instituições de segurança estavam prontas. No entanto, todas tiveram que ser reformuladas e refeitas devido à burocracia. Elas estavam no padrão das leis estaduais e tiveram que ser adequadas para os critérios exigidos para as licitações federais. Somente a Polícia Militar possuía um especialista dentro da Corporação que tinha esse conhecimento, o que demorou a entrega das novas licitações. Agora, já prontas, elas começaram a ser analisadas.

"São pedidos para compras de motos, que dão agilidade no policiamento ostensivo, por exemplo, e estão sucateadas. Pneus, armas, armas não-letais, capacetes, uniformes, impressoras, telefones, papel", afirmou um oficial da PM sobre as licitações solicitadas. A Corporação não necessita de coletes balísticos, já que muitos foram comprados durante a Rio 2016. No entanto, é exatamente esse componente que o GIF priorizou, pois assim poderia comprar em lotes e distribuir para toda a estrutura de segurança. Outras compras em lote que poderiam beneficiar todas as instituições seriam scanners, TVs de circuito interno e equipamentos logísticos.

Em nota, o GIF afirmou que "Com a liberação orçamentária de R$ 1,2 bilhão pela Casa Civil do Governo Federal, o Gabinete de Intervenção Federal lista as prioridades, sem tirar o foco da valorização das Forças de Segurança." E, enumerou as prioridades da Secretaria de Administração: "Logística incluindo transporte, armamento e equipamentos tecnológicos e de inteligência”.

Fonte: O Dia

 

30.05.2018

UPPs cresceram com interesse eleitoreiro, diz Secretário de Segurança do RJ

No balanço dos 100 dias da Intervenção Federal no Rio de Janeiro, o Secretário de Segurança Pública, General Richard Nunes, garantiu que a reformulação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e das forças de segurança continua na lista das suas prioridades.

"O policial das UPPs precisa trabalhar em condições dignas. Ele (PM) não pode ser colocado em um contêiner imundo desses e se achar que vai ter resultado", analisou Nunes, destacando que a expansão do projeto foi "eleitoral".

"Foram expandidas, meramente, para atender a interesses eleitorais. Bom que vivemos uma intervenção federal para eu poder dizer isso. Se fosse em outra situação eu não poderia falar", afirmou.

O Governo Estadual informou que não vai comentar o assunto.

O Secretário reiterou que não pretende acabar com todas as UPPs. "Não é terra arrasada porque aquelas que funcionam serão preservadas. Não se trata de acabar com política de pacificação e proximidade. Nada disso, é trabalhar com critério", disse. "É recuperar um efetivo que está fazendo falta no patrulhamento regular. Um quarto da polícia está em UPP que não tem resultado nenhum."

Segundo o General, a integração das polícias e das agências de inteligência está fazendo o Rio passar "de forma tranquila" pela crise dos caminhoneiros. "Já estávamos integrados. Quando aconteceu essa crise, bastou estalar os dedos. Acabou aquela disputa ridícula de PM ou Polícia Civil. Cada uma quer aparecer mais do que a outra, querendo faturar", explicou o Secretário.

O Secretário destacou que quando assumiu a secretaria encontrou servidores desmotivados. "O que eu percebi quando assumi é que estávamos de cabeça baixa por causa das lideranças nefastas que se apoderaram do nosso Estado do Rio. Temos que ter cabeça erguida e vamos em frente. Não tem por que não acreditar".

Fonte: G1


 

16.05.2018

Intervenção Federal no Rio: estrutura fica até junho de 2019

O Decreto Presidencial estabeleceu a data término da Intervenção Federal no Rio de Janeiro em 31 de dezembro deste ano. Mas o cargo de Interventor Federal irá durar até junho de 2019. A decisão foi tomada após o Congresso Nacional aprovar o Projeto de Lei 6/2018, enviado pelo Presidente Michel Temer. O texto prevê a criação de 231 cargos comissionados, sendo que 164 para compor a equipe do Ministério Extraordinário de Segurança Pública, chefiado por Raul Jungmann. Os 67 restantes são do Interventor Federal, o General Walter Souza Braga Netto.

Na prática, o PL, que ainda precisa ser sancionado pelo Presidente Temer, vem para tornar permanente uma medida provisória apresentada pelo presidente em 11 de abril deste ano. Ela criou os 67 cargos, sendo que 51 deles são válidos até 30 de abril de 2019. Os outros cargos, inclusive o de Interventor Federal, ficam valendo até 30 de junho do ano que vem.

"Essa estrutura permanecerá em vigor em sua totalidade até 30 de abril de 2019. Posteriormente, parte da estrutura será mantida até 30 de junho de 2019 para finalização das atividades do gabinete do Interventor", diz o texto da lei aprovado ontem (15).

A lei precisou ser enviada ao Congresso porque não havia previsão recursos para estes cargos dentro da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018, por serem ambos criados neste ano, posterior à aprovação da LOA. Com os 231 cargos, serão gastos R$ 20,9 milhões neste ano e R$ 23,2 milhões em 2019. Neste ano, os recursos extras serão retirados do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que terá cargos extintos.

Na Câmara dos Deputados, o projeto foi aprovado com 208 votos a favor, 47 contra e três abstenções. No Senado, o texto foi aprovado em votação simbólica.

Fonte: O Globo

 

16.05.2018

Intervenção Federal no Rio entra em nova fase, diz Porta-Voz

Ao completar três meses nesta quarta-feira (16), a Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro entrará em nova fase. Se a primeira etapa foi dedicada a realizar diagnósticos e promover mudanças nos comandos das Polícias Civil e Militar e na organização das secretarias ligadas ao tema, a partir de agora a população do estado verá mais policiais e viaturas nas ruas. As afirmações são do Porta-Voz do Gabinete de Intervenção Federal (GIF), Coronel Roberto Itamar.

“Após três meses de intervenção, a população vai perceber mais policiamento nas ruas. Basicamente fruto do retorno da RAS [Regime Adicional de Serviço, hora-extra policial], reposicionamento dos efetivos e retorno de policiais que estavam cedidos a outros órgãos. [Os policiais] também terão novas armas, coletes e viaturas”, anunciou Itamar.

O Coronel disse que serão mais 1,3 mil homens nas ruas e que novas viaturas vão chegar, além das 265 que foram recém-entregues, totalizando 580 veículos. Itamar adiantou que uma nova comunidade será ocupada pelos militares nos próximos dias, a exemplo do que aconteceu na Vila Kennedy, zona oeste, onde o Exército opera desde 23 de fevereiro, e que agora volta totalmente ao controle do 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Bangu.

Segundo ele, os primeiros três meses foram dedicados à realização de diagnósticos da situação, reordenamento da estrutura de segurança, fortalecimento das corregedorias policiais e mudanças no sistema penitenciário, fatores que são fundamentais, mas não imediatamente percebidos pela população.

Roubo de veículos. Questionado sobre a situação na cidade do Rio, onde a população está assustada com frequentes confrontes em morros e comunidades como Rocinha, Cidade de Deus, São Carlos, Jacarezinho e outros, além de assaltos de rua, principalmente em coletivos, Itamar disse que a percepção de segurança tende a melhorar nos próximos meses. Ele citou a redução de 13% no roubo de veículos, de março para abril, como um exemplo da diminuição da violência.

Devem ser anunciados, muito em breve, a redução de vários índices de criminalidade, que traduzem a própria sensação de segurança da população, incluídos os roubos de rua. Os resultados estatísticos demoram um pouco a aparecer, mas a partir deste mês temos a certeza de uma tendência de redução nos índices”, adiantou Itamar.

Fonte: Agência Brasil (EBC)

 

25.04.2018 

Ministro Jungmann revê ameaça ao Rio de segurar verba da segurança

O Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, teve que rever carta endereçada ao Rio de Janeiro e retirar do texto menção a um bloqueio de verba caso o Estado não compartilhasse seus dados sobre criminalidade em até 30 dias. O Ministro fez a exceção após argumento da área técnica de seu Ministério de que a Intervenção Federal no Rio impede por lei qualquer tipo de contingenciamento.

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20.04.2018

"Da fase do planejamento para ação", diz Porta-Voz da Intervenção Federal no Rio


Dois meses após seu início, a Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio sai da fase de planejamento e entra na etapa de ação, afirmou o Coronel Roberto Itamar, Porta-Voz do Gabinete de Intervenção Federal. Segundo ele, o início dessa fase será marcado pela chegada da verba federal, estimada em R$ 1,2 bilhão, e pelo treinamento e reorganização do efetivo da Polícia Militar. Com a verba, os interventores devem convocar cerca de 1.000 policiais que já passaram em concurso público, além de aumentar em 10% o número de PMs no patrulhamento diário de ruas por meio do pagamento de Regime Adicional de Serviço (RAS).

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04.04.2018

PMs do Rio participam do Estágio de Aplicações Táticas

“Isto serve para resgatar a autoestima do policial", disse o Chefe de Gabinete de Intervenção Federal, General Mauro Sinott

Começou ontem (3) o Estágio de Aplicações Táticas para Instrutores da Polícia Militar do  Rio de Janeiro (PMERJ), capacitação realizada pelas Forças Armadas. Segundo o Gabinete de Intervenção Federal, os 20 instrutores serão multiplicadores de conhecimento. O curso tem aulas teóricas e práticas, como treinamento de técnica de progressão em ambiente confinado e de tiro. Na semana que vem, PMs do 14º BPM (Bangu) passarão pela capacitação. O batalhão foi o escolhido pelo Gabinete para dar início à reciclagem dos Militares no Estado.

Durante o primeiro dia, o Chefe do Gabinete de Intervenção Federal, General Mauro Sinott, conversou com os policiais e explicou que a capacitação faz parte do fortalecimento das instituições policiais. "Isso promove a homogeneidade no treinamento e serve para resgatar a autoestima do policial", disse Sinott nas redes sociais. A atualização vai se estender até o fim desta semana.

"Hoje é um dia marcante porque estamos iniciando uma atividade que queremos que continue. Quando mandamos para a rua um agente público para exercer ação coercitiva para o exercício da soberania, ele tem que estar preparado", afirmou o General.

O anúncio da reciclagem foi feito pelo Secretário de Segurança do Rio, General Richard Nunes, durante entrevista à Globonews na última quinta-feira. Os Policiais vão aperfeiçoar, por exemplo, técnicas de abordagem e tiros. Para possibilitar que os PMs passem pela reciclagem, desde a semana passada, militares estão fazendo patrulhamento nas ruas da cidade para liberar Policiais da função.

Exército e PMERJ juntos em defesa da população de bem do Rio de Janeiro!!!

Fonte: O Globo


 

22.03.2018

Intervenção no RJ completa um mês à espera de resultados e de recursos para as polícias

A Intervenção Federal na Segurança do Rio de Janeiro completou um mês sem apresentar muitos resultados nas ruas. Na prática, a ação militar se pautou na troca das chefias das Polícias Militar e Civil e ações iniciais em algumas regiões, como a Vila Kennedy. Passada essa primeira fase de constituição das equipes, o Gabinete de Intervenção Federal prometeu recursos para que os novos gestores possam cuidar do dia-a-dia e ainda produzir algum resultado.

"Se os recursos prometidos forem entregues a nós, os resultados irão aparecer", garantiu o Secretário de Segurança, o General Richard Nunes, durante a posse do Coronel Luís Cláudio Laviano, como novo Comandante da PM. A atuação do Governo Federal na segurança do Rio está prevista para durar até 31 de dezembro.

Quando o presidente da República, Michel Temer assinou o decreto da intervenção encontrou uma situação caótica na segurança pública do Rio: assaltos e arrastões no carnaval, Policiais desmotivados e Polícias sucateadas.

Após 30 dias o quadro mudou pouco.

De prático, novos nomes assumiram as chefias das duas instituições. Mas nas ruas os crimes praticados ainda deixam nas pessoas um clima de insegurança. No dia 14/3, no período de duas horas, três homicídios em diferentes bairros do Rio assustou as pessoas: Na Barra da Tijuca, Marcelo Diotti da Mata, foi morto no estacionamento de um restaurante; Cláudio Henrique Costa Pinto, de 43 anos, empresário do ramo de transporte, foi vítima de um assalto diante do filho de quatro anos, no Cachambi, Zona Norte da cidade e a Vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. 

Além desses três assassinatos, este primeiro mês foi marcado por outros casos de violência, como: rebelião na Cadeia Milton Dias Moreira, em Japeri, tiroteios em comunidades como a Praça Seca, em Jacarepaguá e arrastões e assaltos na Linha Amarela e na Avenida Brasil.

Um desses ataques nas vias expressas resultou na morte do Sargento das Forças Especiais do Exército Bruno Cazuca, de 35 anos. O Militar foi surpreendido por homens armados em um arrastão.

Após comandar a operação, o Subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora, da Vila Kennedy, o 2º Tenente Guilherme Lopes da Cruz, de 26 anos, foi surpreendido por homens armados quando parou para fazer um lanche. De acordo com policiais do 18°BPM (Jacarepaguá), que foram acionados para a ocorrência, a vítima teria sido abordada por dois criminosos.

Desde então, o Exército iniciou uma série de operações na Vila Kennedy. São idas, para a retirada de barreiras, mapeamento e ações contra traficantes. De acordo com o General Braga Netto, o Rio é “um laboratório para o Brasil.”

As primeiras ações da intervenção:

- Mudanças nas chefias das polícias Civil e Militar;

-Operações na favela Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio;

- Apreensões de armas e munições pela Desarme e PRF nas rodovias de acesso ao Rio.

Opiniões das autoridades. O Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, fez, um balanço sobre o primeiro mês de intervenção  "Imbecil é quem imaginou que em 30 dias nós teríamos solucionado a questão da violência no Rio de Janeiro, essa nunca foi a nossa pretensão, nós temos um trabalho de longo curso, ele será realizado", afirmou o Ministro.

Já o Ministro Raul Jungmann afirmou que "os resultados existem e vão ganhar cada vez mais visibilidade". "A intervenção nunca se propôs a fazer mágica. Se propôs a trabalho, trabalho, trabalho", comentou o Ministro.

Fonte: G1

 

08.03.2018

Os novos chefes das Polícias Estaduais do Rio

Em sua apresentação como o novo Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), o Coronel Luis Cláudio Laviano, tentou motivar a tropa. Ao finalizar o discurso, disse uma frase semelhante ao lema "Força e Honra" do Batalhão Especial de Operações Policiais (BOPE) do qual já foi Comandante.

"Nós policiais, homens de bem, estamos unidos para preservar o maior bem do ser humano, que é a vida da população. Policiais nas ruas atentos ao serviço, preservando a vida do cidadão. Policiais trabalhando honestamente em prol da sociedade. Policiais, tenham a certeza de que terão o apoio de seus comandantes. Fé, honra e glória aos homens de bem", afirmou.

Perfil: Coronel Luis Cláudio Laviano, Comandante-Geral da PMERJ

Laviano comandou o BOPE e o Comando de Polícia Pacificadora (CPP), responsável pelas 38 UPPs do Estado, além da Guarda Municipal do Rio. De acordo com a PM, é um oficial que privilegia as estratégias e era especialista em negociações durante conflitos, sendo um dos responsáveis pelo plano de estudos dessa área na Corporação. No currículo, Laviano possui o Curso de Formação de Oficiais (EsFO), de 1988 a 1991. Em 1998, ele integrou o Curso de Operações Especiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). No ano seguinte, Laviano fez o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais. Ele possui ainda os cursos de Operações Especiais (COEsp), de Ações Táticas (CAT), Modo de Treinamento de Defesa Pessoal, Controle de Conflitos e Situações de Crise, Avançado de Negociações, Proteção e Segurança de Autoridades (CSPAUT) e Superior de Polícia Integrado (CSPI). Laviano também foi Chefe de Segurança da Prefeitura do Rio.

Perfil: Delegado Rivaldo Barbosa, Chefe da PCERJ

O Novo Chefe da Polícia Civil foi Subsecretário de Inteligência durante a gestão do ex-Secretário de Segurança José Mariano Beltrame. Rivaldo se destacou nas investigações de homicídios. Em apenas um ano à frente da Divisão de Homicídios (DH), o índice de elucidação de assassinatos passou de 2% para 20%. Também criou o Núcleo de investigação de mortes de policiais, no qual conseguiu chegar a autoria de quase metade dos casos. Foi militar da Aeronáutica por 15 anos e entrou para a Polícia Civil em 2002. Na instituição, ele chefiou a Coordenadoria de Informação e Inteligência Policiais, a Polinter e atualmente era o Diretor da Divisão de Homicídios. Foi o responsável pelo desenvolvimento e execução do Plano Operacional de Inteligência dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007.

Fonte: O Dia


 

05.03.2018

O que foi esclarecido e o que permanece indefinido na intervenção do Rio

O anúncio do plano de Intervenção Federal na Segurança do Rio de Janeiro trouxe esclarecimentos acerca da nova hierarquia de comando e sobre como as operações militares devem ocorrer. No entanto, alguns pontos não foram explicados integralmente.

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01.03.2018

Cinco pontos indispensáveis para o sucesso da intervenção no Rio (artigo)  

Para Alexandre Martins de Castro, Coronel da Reserva da PM do Rio de Janeiro, a Intervenção Federal no Estado não apresentará nenhum resultado concreto se não forem observados cinco pontos palmares. Armamentos e equipamentos condizentes com a importância da PM e apoio psicológico para os PMs e seus familiares seriam alguns deles.


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01.03.2018

Deputados que foram contra a Intervenção no Rio (artigo)

De que lado estão esses Deputados Federais do Rio de Janeiro?

Num Estado em que 15 pessoas são assassinadas diariamente; crianças são impedidas de irem às escolas devido a tiroteios; pessoas são roubadas a qualquer hora do dia; estabelecimentos comerciais são fechados devido à violência; o turismo está diminuindo abruptamente e a vida noturna bem comprometida face às pessoas estarem com medo de saírem, alguns Deputados Federais do Rio de Janeiro votaram contra a Intervenção Federal na área da Segurança Pública.

Será que eles esqueceram que a vida dos seus habitantes está seriamente comprometida, além da arrecadação de impostos pelo Estado? Com isso vem o desemprego, a falta de recursos para a saúde, educação e melhorias no setor de saneamento básico e infraestrutura do Estado. 

Esses Deputados Federais que votaram contra são pessoas insensíveis com a triste realidade e egoístas ao extremo, só pensando em si e no seu futuro político. Merecem ser defenestrados definitivamente da vida pública. São os seguintes:

Jandira Feghali do PC do B; Celso Pansera do MDB; Chico Alencar do PSOL; Jean Wyllys do PSOL; Alessandro Mollon da REDE; Benedita da Silva do PT; Luiz Sérgio do PT; Wadih Damous do PT; Glauber Braga do PSOL.

E para finalizar o Senador da República pelo Rio, Lindbergh Farias do PT, votou também contra a Intervenção Federal na área da Segurança Pública. Não foi surpresa nenhuma, pois ele e a  Senadora e Presidente do PT Gleise Hoffman defendem “com unhas e dentes” o ditador Nicolás Maduro da Venezuela, o principal responsável pelo exílio espontâneo de um milhão de venezuelanos e prisão de opositores ao regime.

Que nas eleições de outubro de 2018 não nos esqueçamos desses traidores do povo do Rio de Janeiro, que depositou os seus votos de confiança neles!

Luiz Felipe Schittini, Tenente-Coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro e Sócio da AME/RJ.

 

27.02.2018

A intervenção no Rio: o que há até agora?

Desde 16 de fevereiro, o General do Exército Braga Netto comanda a Segurança Pública do Rio de Janeiro. O interventor da Forças Armadas ainda vai apresentar um plano detalhado do que pretende fazer para combater a violência no Estado. Em 11 dias, o que a intervenção produziu na prática?

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23.02.2018

Publicado Decreto de Intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro

Em edição extra do Diário Oficial da União de quarta-feira (21), foi publicado o Decreto Legislativo 10/2018, que determina a Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro. O texto foi aprovado no Plenário do Senado, com 55 votos favoráveis, 13 contrários e uma abstenção.  A medida começou a valer no dia 16 de fevereiro e vai vigorar até 31 de dezembro de 2018.

 

21.02.2018

Intervenção Federal no Rio: Posicionamento da AME/RJ

Desde o dia 16/02, a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e as Penitenciárias do Rio de Janeiro estão subordinadas ao General do Exército, o General Braga Netto. O Presidente Michel Temer decretou Intervenção Federal na Segurança Pública do Estado. A gota d´água para a decisão foi a violência durante o Carnaval: inúmeros assaltos, agressões e arrastões flagrados por câmeras de segurança, espalharam o medo nos dias de folia. O próprio Governador Luiz Fernando Pezão admitiu falhas no planejamento da festa que se repete todo ano.

O Presidente da AME/RJ, Coronel Fernando Belo, concedeu uma entrevista ao Jornal do Rio, TV Bandeirantes, manifestando apoio a medida: "A Polícia Militar vai colaborar com as Forças Armadas no que for preciso", disse o Presidente da AME/RJ.

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21.02.2018

Roberto Sá deixa cargo de Secretário de Segurança sob elogios e críticas


Secretário de Segurança: ‘Fiz o meu melhor’

Antes de embarcar num voo da FAB de volta a Brasília, na manhã da  sexta-feira (16), o Governador Luiz Fernando Pezão se reuniu com a Cúpula de Segurança, o Titular da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) e o Comandante do Corpo de Bombeiros, no Palácio Laranjeiras, para comunicar sobre a intervenção federal no Rio. O único a pôr o cargo à disposição foi o Secretário de Segurança, Roberto Sá. Ele tentou explicar ao Governador que, apesar das cenas de barbárie — roubos, arrastões e saque a um supermercado na Zona Sul — vistas pelas redes sociais durante o carnaval, os índices do Instituto de Segurança Pública, de 9 a 14 deste mês, foram, em sua maioria, mais baixos do que na mesma época em anos anteriores.

O Secretário se justificou dizendo que não teve verba suficiente para pagar o Regime Adicional de Serviços (RAS) dos policiais, medida que disse ter sido criada por ele para garantir um maior efetivo nas ruas. Em sua defesa, disse ainda que estava com 60% da frota da polícia parada por falta de manutenção.

— Já coloquei o cargo à disposição do Governador. A decisão agora é do novo Gestor (o General Walter Souza Braga Netto) — afirmou ele, que reconheceu o aumento da criminalidade no Estado.  Ninguém está dizendo que está tudo bem, mas dei o meu melhor.

Sá lembrou que, em 11 anos na Cúpula da Segurança do Rio, a sua gestão de pouco mais de um ano como Secretário foi o período em que a crise financeira mais se intensificou. Fontes da Secretaria disseram que ele saiu abatido do cargo, contrariado com a decisão de Pezão, por entender que, apesar do Decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) assinado pelo Governo Estadual e a União, em 28 de julho do ano passado, os militares não quiseram assumir o patrulhamento das principais vias do Rio, como Linha Vermelha, Linha Amarela, Avenida Brasil e rodovias Presidente Dutra e Washington Luiz, além do Arco Metropolitano. As Forças Armadas, segundo essa mesma fonte, só aceitaram fazer cercos em comunidades, como no Jacarezinho e na Rocinha.

Em tom de despedida, Sá agradeceu ao apoio dos policiais. No entanto, representantes de algumas categorias da classe se dividem entre elogios e críticas a sua atuação na pasta. O Presidente da Associação de Oficiais Militares Estaduais (AME/RJ), Coronel da PM Fernando Belo, disse que a saída do Secretário era algo natural.

 — Se as coisas não estavam funcionando, a saída dele era natural com a intervenção. Na verdade, ele foi vítima de seu antecessor, o ex-Secretário de Segurança José Mariano Beltrame porque recebeu a pasta com uma série de problemas. Os quartéis com uma redução da metade de seu efetivo, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) abandonadas, os policiais com salários atrasados e, o pior, policiais morrendo para dar segurança à sociedade — comentou Belo.


Déficit de policiais. O Presidente do Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL), Fernando Bandeira, concordou que Sá assumiu no pior momento da crise da segurança, com déficit de policiais nas duas corporações. Na Polícia Civil, há atualmente 9.654 homens, quando o efetivo deveria ser de 23.126 servidores.

— O Secretário é muito competente, correto, sério. Nunca permitiu nenhum desvio de conduta nas duas polícias. Mas a verdade é que a carência de efetivo é muito grande. Não há gente suficiente para investigar e concluir os inquéritos — afirmou Bandeira. — A situação na área de segurança é muito difícil. As delegacias estão entregues às baratas.

Para Márcio Garcia, Presidente do Sindicato dos Policiais Civis (SINDPOL), o Secretário não teve pulso para comandar a segurança:

— A saída de Sá marca o fim de uma era de triste memória para a polícia fluminense. Foram 11 anos junto com Beltrame e o sonho dourado e inexequível das UPPs, que terminaram de forma melancólica com a maior crise na segurança pública de nossa história. Esperamos que os mesmos erros que naufragaram o Rio não se repitam na nova gestão intervencionista.

Fonte: O Globo


 

20.02.2018

Entidades de Classe se dividem sobre Intervenção Federal no Estado

Os Servidores Ativos vinculados às policias Militar e Civil, ao Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Administração Penitenciária vem questionando o efeito que o decreto de Intervenção Federal sobre a Segurança Pública terá sobre as atribuições das categorias. Na visão de integrantes da Polícia Civil, o cenário seguirá o mesmo caso o investimento na área não seja alterado.

— Não adianta a intervenção sem investimentos. As polícias civil e militar que vão ser comandadas pelo General são as mesmas deixadas pelo governador: sucateadas, abandonadas e sem efetivo — disse Marcio Garcia, Presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol-RJ).

Para o Presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Rio (Abemerj-RJ), Mesac Eflaín, a implementação da intervenção da Segurança precisava passar pela análise dos servidores.

— Foi feita da noite para o dia, sem consultar as tropas, para que todos participassem desse processo. Isso é importante. Somente a tropa conhece o momento da corporação. No caso do Corpo de Bombeiros, a nossa dificuldade é ligada aos pagamentos e essa é a questão central — disse Eflaín.

 Já o Presidente da Associação de Oficiais Militares Estaduais (AME/RJ), Coronel Fernando Belo, o comando da União será bem recebido pelos policiais militares.

 — A Constituição prevê essa intervenção. Nós trabalhamos em um regime militar e acatamos formalmente. Não há problema. Nós, como sociedade, estaremos acompanhando para saber se as ações serão efetivadas para que a paz seja regatada — avaliou.

Fonte: Extra

 

20.02.2018

Intervenção Federal no Rio vai dar certo?

O Presidente Michel Temer assinou na última sexta-feira (16) um decreto que determina a Intervenção Federal no Estado do Rio de Janeiro. Assim, a Segurança Pública Fluminense sai da esfera estadual e vai para a federal, com comando militar, até 31 de dezembro de 2018. Episódios de violência durante o Carnaval teriam influenciado a tomada de decisão pelo governo. Segundo o governo Temer, o objetivo da medida é "conter grave comprometimento da ordem pública", mas ainda não está definido concretamente como será essa intervenção.

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19.02.2018

Câmara vota nesta segunda-feira decreto da Intervenção Federal no Rio


O plenário da Câmara dos Deputados vota hoje (19) o Decreto de Intervenção na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro anunciado na última sexta-feira pelo Governo Federal. Uma sessão deliberativa extraordinária foi convocada para as 19h. É a primeira vez que a Câmara analisará uma Intervenção Federal desde que a Constituição foi promulgada em 1988.

De acordo com a Constituição Federal, apesar de já estar em vigor, a Intervenção precisa ser autorizada pelo Congresso Nacional. O Regimento Interno da Câmara estabelece que esse tipo de matéria deve tramitar em regime de urgência, com preferência na discussão e votação sobre os outros tipos de proposição. A análise de Intervenção Federal só não passa à frente de declarações de guerra e correlatos.

A matéria deve receber o parecer de um relator membro da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) designado em plenário pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Este parecer é que será submetido à votação em plenário.

Para ser autorizada, a Intervenção precisa do voto favorável de metade dos deputados presentes na sessão mais 1, o que corresponde à maioria simples. O Decreto também deve ser votado no plenário do Senado Federal.

Fonte: Agência Brasil