NOTA DE REPÚDIO: CONTRA A RETIRADA DOS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PÚBLICA DO GRUPO PRIORITÁRIO NA VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19


AME/RJ*   

Vivemos um momento histórico de medos. De vários medos reais ou induzidos. 

Medos internos causados pelas medidas de força que nos assaltam, nos restringem e nos sufocam. 

Medos externos pelo que enxergamos, que se apresenta de futuro para nós, nossos filhos e netos. 

A nossa sociedade está doente. O câncer é visível.

A maioria da População tem vivido oprimida, trancafiada e atônita.

Cabe uma análise especial, pois, alguns grupos de Profissionais estão vivendo o inferno na terra. Não podem nem escolher se ficam em casa ou vão trabalhar.

Falo no caso dos Policiais que tentam dar segurança à População. 

Esses Profissionais têm por dever justamente prover segurança nas ruas do Rio de Janeiro. Não podem fazer greve, não podem parar. Apesar das Ordens monocráticas para travar as suas ações nas comunidades, o que trouxe como consequência o caos e o fortalecimento da criminalidade, os Policiais e Bombeiros estão cumprindo a sua tarefa com todos os riscos que a missão apresenta.

Esses, deixam suas Famílias em casa, vão trabalhar, mas, não sabem se retornam com vida. Todos os dias dizem Adeus! Se voltarem, felicidade! Se morrerem, são sepultados e esquecidos no segundo dia pelos gestores das mídias e alta corte.

Ficamos felizes quando percebemos que os Policiais Militares, Policiais Civis, Bombeiros Militares e Policiais Penais iniciaram o processo de vacinação.

Ledo engano!!!

Quando pensávamos, que estaríamos sendo vistos e reconhecidos pelas Autoridades devido à natureza cruel da missão policial. Quando a vacinação dos Ativos que estão expostos ao vírus se faz verdade,  exsurge uma determinação monocrática contrária à vacinação, que nos mostra que não somos humanos, somos a parte mais baixa e descartável da sociedade. 

Todos os dias morrem Policiais, que estão a serviço da sociedade, e não vemos a mesma atenção, que se dá para criminosos.

Lamentável ver que a vacinação de Policiais, que era feita nos Batalhões, teve que parar por ordem judicial superior.

Em tempo, agradecemos ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por ter tido a consideração devida para com essa Classe tão sofrida, formada por Heróis anônimos.

Mas, por outro lado repudiamos de maneira respeitosa, mas, veemente, a falta de consideração, bom senso e humanidade da Egrégia Corte Suprema, que negou a proteção mínima que seria a vacinação dos Policiais que estão diuturnamente cumprindo a nobre missão de tentar proteger a população neste momento tão triste da história da humanidade.

Que Deus conduza as cabeças dos homens e lhes dê responsabilidade, sensibilidade e humanidade.

ADILSON SOARES
Presidente AME/RJ.