Coronel Larangeira: recado à tropa da PMERJ e do CBMERJ

Uma coisa que me incomoda é assistir a muitos candidatos oferecendo um mundo de benefícios à Tropa e outras cascatas que costumam passar longe das decisões de um Parlamentar, seja Estadual, seja Federal.

Mas agora, como Pré-Candidato a Governador, posso ouvir com atenção os anseios dos companheiros e me dedicar a estudar meios e modos de atendê-los, não apenas anseios profissionais, mas também pessoais e familiares. Por isso estudo cada anseio e procuro apenas dizer que vou interferir nas estruturas internas, porém sempre com o foco nos benefícios, sem cascatas e promessas, e sem slogans que não passam de firula eleitoral.

Por exemplo, muitos pedem o fim do rancho, mas não apresentam a solução porque não têm a caneta na mão para fazer nada se vencerem as Eleições Parlamentares. Mais fácil seria pensar em destinar vales-refeições para os PMs (Graduados e Praças) e manter o rancho funcionando como sempre, oferecendo alimentação paga pelo Estado, ficando o vale-refeição como remuneração indireta, além claro, de permitir ao PMs de serviço nas ruas se alimentar em restaurantes, como ocorre nos EUA e em outros países. Isto um governante pode fazer e se pode fazer, pode se compromissar.

O mesmo posso dizer sobre a escala de serviço 24 x 72 horas, tendo como restrição o direito do PM de trabalhar 44 horas semanais, com pagamento de Adicional Noturno e Hora Extra se ultrapassarem às 44 horas, com valor maior para fins de semana e feriados. Isto é também salário indireto que, claro, se destina ao PM em atividade, mantendo o direito de se alimentar no rancho para os Ativos e Veteranos. O que quero dizer é que não se justifica acabar com o rancho, mas sim complementar o direito com o vale-refeição.

Vale o mesmo para o Sistema de Saúde, obrigação do Estado prevista em lei e deve ser revitalizada, assim como a contrapartida, o Policiamento Ostensivo, que é a nossa missão precípua e deve ser priorizado, para garantir segurança e bem-estar aos cidadãos integrantes da sociedade do RJ.

De modo que, quando os companheiros ouvirem os “cantos de sereias”, ponham cera nos ouvidos para não se frustrarem no futuro.

Porque uma coisa é certa, todas essas promessas terminam na mesa do Governante, este sim, que pode e deve atender aos anseios de quem presta segurança à população da qual fazemos parte como cidadãos e também dependentes do trabalho de nossos companheiros, aos quais devemos ajudar mesmo fora do serviço.

Para isso existe a Autorização na Identidade do Militar Estadual, PMs e BMS, o direito de portar armas fora do serviço, lei de minha lavra, o que vale também para os Veteranos.

Pensem bem nisso, prezados companheiros. Não vivam iludidos com “gritos de guerra” e “palavras de ordem” vazias de poder. Os Parlamentares devem legislar em favor da Tropa e ajudar o Governante a conquistar direitos. Mas não devem prometer aquilo que não podem fazer.

Fica a dica.